Os paninhos… incomodada ficava a sua avó (ou não?)

- Categoria: Papo de Menina, Vovó Mocinha

Lembro da vovó contando sobre os seus absorventes a moda antiga!
Eram aquelas toalhinhas pequenas, que chamamos de toalhas para higiene intima e para ela aquilo era um pesadelo de filme trash.
As suas primeiras (e muitas) regras, foram esses paninhos que fizeram parte da sua vida. Quando ela tirava o paninho todo sujinho, acabava enterrando no quintal da sua casa.
Um dia os paninhos acabaram, logo a vovó pediu mais para minha bisavó. A mesma olhou com cara de desconfiada e perguntou “cadê os seus” e ela respondeu “enterrei”.
Logo a bisavó fez cara feia e falou que não era para enterrar, depois de usar, era para ser lavado. Para minha avó aquilo era super anti higiênico e relutava em usar um paninho lavadinho.
Acredito, se ela tivesse condições, teria inventado o absorvente descartável primeiro ou gostaria ter nascido na Alemanha:

“Até o início do século 20, o absorvente mais usado eram as “toalhinhas”, nome popular das faixas de tecido dobradas em três partes, depois lavadas e reutilizadas. “Elas não eram tão práticas como os produtos de hoje, mas cumpriam bem sua função, desde que fossem utilizadas bem sequinhas, evitando a umidade que traz inflamações e fungos”, afirma o ginecologista Mauro Abi Aidar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os estudos para a criação de absorventes descartáveis começaram na Alemanha, ainda no fim do século 19. O primeiro desses produtos, uma espécie de bandagem que as mulheres colocavam sobre a calcinha, apareceu nas lojas em 1890. Outros avanços significativos aconteceram na década de 1930. Nessa época, chegou ao Brasil o Modess, o primeiro absorvente descartável vendido no país. Em 1933, nos Estados Unidos, surgiu o primeiro registro de patente de um absorvente interno – por aqui, a novidade só chegaria quatro décadas depois, com o O.B.”

Ela me falava “dá graças a deus por ter a modernidade, usar absorvente descartável e não precisar mais de paninhos”.
Bem, a vovó está em outro plano espiritual atualmente, mas eu acho que ela não aprovaria a nova moda de absorvente ecológico… acredito que seja por puro trauma dos paninhos que ela teve.

Vantagens dos absorventes reutilizáveis

1. Antes de desconfiar da eficiência, experimente. As mulheres se surpreendem com o resultado.

2. O formato é parecido com o dos descartáveis. A superfície que fica em contato com o corpo é de flanela e a absorção é feita por várias camadas de tecido de algodão, que ficam no interior da peça.

3. Eles são presos na calcinha com botões fixados nas abas.

4. Lavar é simples: basta colocar de molho em água com sabão e lavar na máquina.

5. São necessários de 6 a 10 absorventes de pano por ciclo. Vendo por R$ 13 cada.

6. Duram até sete anos. Quando vão ao lixo, levam só um ano pra se decompor.

7. No fim, custam 3 vezes menos!

E o Mooncup? Será que a vovó aprovaria?

O Mooncup é uma alternativa ecológica e natural aos tradicionais pensos e tampões de celulose. Feito de silicone medicinal, este copo em forma de sino invertido permite recolher o fluxo menstrual sem perdas e odores, já que se adapta de forma perfeita às paredes vaginais. O Mooncup tem uma capacidade de 30 ml, aproximadamente um terço de todo o fluxo produzido durante uma menstruação, pelo qual é provável que seja necessário mudá-lo com menos frequência do que pensos e tampões. Além disso e porque o Mooncup é naturalmente reutilizável, não é preciso preocupar-se com o facto de ter que levar pensos ou tampões para todo o lado e assim contribuirá para a preservação do ambiente.
Mooncup não contém gel absorvente ou desodorizante nem branqueadores, por isso não interfere com o delicado ambiente vaginal. A sua superfície contribui para que as membranas mucosas e a parede vaginal levem a cabo a suas funções básicas de limpeza e protecção. Mooncup não absorve as defesas naturais, nem deixa fibras na parede vaginal.
Para a sua segurança, Mooncup está produzido de silicone medicinal não alergénico, pelo que não causa nenhum tipo de irritação e é inclusive apropriado para mulheres com alergia a produtos de látex. O Mooncup limpa-se esterilizando-o ou através de uma simples lavagem com sabão neutro.
Inserido correctamente o Mooncup é tão cómodo que se esquecerá que ele existe. Como qualquer novidade, seu uso requer uma certa prática até encontrar o ângulo e a posição adequada para si. Depois disto, seu uso é muito simples. Basta esvaziar, enxaguar e secar é já está pronto para usar. Pode usar o Mooncup durante a noite e para praticar deporto (inclusive natação).
É natural que, de início, a ideia de utilizar este produto não parece atractiva. Provavelmente pensará que é chato, incómodo ou pouco higiénico. De facto, a maioria de nos crescemos numa época em que não existe nenhuma alternativa aos produtos de higiene feminina descartáveis e isto contribuiu para a forma como pensamos sobre o período e a menstruação.
É sempre um desafio experimentar ideias novas e em especial se as suas vantagens são tão importantes que é impossível ignorá-las. Sem dúvida a melhor forma de se convencer é experimentá-lo. O Mooncup existe em dois tamanhos A e B.

O que vocês acharam das novas modernidades estilo Vovó Mocinha? Vocês usariam?

Fonte: MdeMulher, Mundo Estranho, Naturkinda