Para quem procura conhecer a história do local, vale a pena visitar o Museu do Presídio e o Marítimo. Os dois ficam juntos e o passe para entrar custa 90 pesos. Você passa por uma cortina antiga e começa com o museu Marítimo, contando um pouco sobre os primeiros navios que estiveram por lá, sobre os índios Yámanas, os naufrágios e Piratas (sim, no fim do Mundo teve Piratas sim!).

Para povoar a Terra do Fogo, o governo decidiu montar um presídio aonde seria impossível uma fuga (quem tentasse fugir, morreria de frio nas florestas ou no mar), eram transferidos presos por crimes graves, como Cayetano Santos Godino, o Petiso Orejudo, que cometeu diversos crimes em Buenos Aires, responsável pela morte de quatro crianças, sete tentativas de assassinatos e incêndio de sete edificações. Os presos políticos também foram transferidos para o presídio de Ushuaia, o mais famoso foi o escritor Ricardo Rojas, que escreveu dentro da prisão a obra Archipiélago. Existe uma área que é aberta para os visitantes onde mostra como era o presídio antigamente: cinza, frio (muito frio, parecía que estávamos na rua), quebrado, pichado e quase sem luz natural. Para ajudar, tinha dois gatos, um cinza e um preto para dar um ar de terror no lugar com seus miados saindo das celas… Medo? Um pouco, só faltou aparecer um fantasma.

O Museu foi todo reformado, além dos presos e a história marítima, você encontrará peças expostas das primeiras expedições para Antártida, instrumentos médicos, como eram os cemitérios, as casas,  a fauna local, peças de artes … enfim, é muita informação. Reserve uma manhã e deixe o que sobrou do dia para fazer compras para os parentes e amigos. Sim, foi isso que fizemos e foi um dia super gostoso.

Esta entrada foi marcada , , , por Nana.

4 Comentários para “Diário de Viagem: Presídio de Ushuaia (Museu do Presídio, Marítimo e obra de Artes)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *