Diário de Viagem: Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Antes de embarcar para a minha primeira viagem internacional, fizemos uma pesquisa enorme sobre Ushuaia, o que poderíamos fazer e o que estava fora da nossa planilha, e algumas pessoas falaram bem do passeio de trem e outras apenas citaram “dormi o passeio inteiro”. Não dormi, mas realmente é um passeio calmo (até demais), para você admirar a paisagem do local e conhecer um pouco da história de Ushuaia.

Passeio no Trem do Fim do Mundo

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Fiquei apaixonada pela estação, é linda! Tomamos um café com Baileys com uma montanha gigante fazendo o cenário perfeito, mas a bebida não foi grande coisas para mim, já que o gosto do café estava super forte e não deu para sentir o gostinho do Baileys, porém, a bebida esquenta até a ponta do dedão do pé. Depois compramos os bilhetes para a classe turista sem direito a um lanchinho, mas quem se importa? Logo logo andaríamos no trem mais austral do mundo.

Passeio no Trem do Fim do Mundo

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O bom que a maioria dos passeios em Ushuaia, tem uma parte que é em português: um cartão falando sobre o que você está visitando, guias e até gravação contando a história. Não pense que você ficará perdido no castelhano, mesmo na rua, dá para se virar. As pessoas da estação, super simpáticas, perguntam de onde você é e te tratam com bastante carinho. Dentro do vagão, tem um guia que fala o que pode e o que não pode fazer, depois entra uma gravação contando a história do lugar. Aqui é aonde os presos saiam para tirar as toras de madeira e construir os presídios (teve vários) e quem tentava fugir, morria com o frio. A única reclamação que eu tenho, que o som da gravação era baixo, escutávamos mais o barulho do trem, depois das pessoas e finalmente, conseguíamos acompanhar a história do lugar.

Passeio no Trem do Fim do Mundo

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Passeio no Trem do Fim do Mundo

A viagem é exatamente assim, com lindas paisagens, montanhas maravilhosas e um rio brigando para não ser congelado. A falta de árvores é por causa da sua história que citei a cima, eles chamam esses campos de cemitérios da árvores… onde você só vê tocos e árvores secas, cavalos pastando como o mundo fosse bom Sebastião.

Sinceramente,  o mundo é bom sim, agora as pessoas… aqui começa a minha primeira reclamação!

Eu e o Cliente Vip respeitamos as regras sempre, porém, algumas pessoas não. Pediram para não pisar na linha do trem e adivinha?
Algumas pessoas pisando na linha do trem para tirar foto com a locomotiva e a guia louca pedindo para sair.
Pediram para não jogar lixo pela janela (até porque não tem necessidade, depois o trem é limpo) e vimos garrafas de plástico jogadas pela paisagem e o maquinista retirando elas na volta.
Existem placas enormes e em diversas linguas falando, não ultrapasse ou não sentar em alguns lugares. Nas paradas o que vimos? Gente sentando ou ultrapassando a barreira para tirar fotos.
Sabe que nos deixou mais triste?
Eram brasileiros, quando abriam a boca, você reconhecia de onde eram.

Enfim, a viagem de trem termina no Parque Nacional da Terra do Fogo, onde você pode percorrer e conhecer o local ou voltar com o trem. Como fomos no trem da tarde e o parque estava puro gelo (neve derretendo, muito gelo no caminho e frio demais) decidimos voltar com o trem e passar o final da tarde e noite no centro da cidade.
Quem gosta de caminhadas, vale a pena ir no verão e conhecer a beleza que o Parque Nacional reserva para vocês, só que no verão a entrada é paga. Quem quiser arriscar no inverno e conhecer o parque, indicamos o passeio 4×4. Não, não fizemos esse passeio, era muito caro e mesmo assim, aproveitamos a cidade ao máximo durante esse 7 dias de viagem.

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3 comentários para “Diário de Viagem: Passeio no Trem do Fim do Mundo”

  1. Oi!
    Estou curtindo os seus relatos da viagem, vou colocar na lista dos lugares pra conhecer :)
    Quanto a falta de educação dos turistas, também fico indignada com isso, em dezembro estivemos em Bonito-MS e ficava pra morrer quando via as pessoas não respeitando a natureza tão linda.
    Bjs

    1. Marluce, fiquei super triste, querendo ou não, mancha também o nosso país. Ontem assisti um documentário de um mochileiro, falando super mal daqui. É triste :(

  2. Eu diria: ” o fim do mundo é bão dimais!” – como boa mineirnha que sou…
    Agora esta questão que vc falou de algumas pessoas que não respeitam o que o guia fala, também fico indignada.
    Gosto de fazer tudo bonitinho pra preservar o lugar.

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