Uma das coisas que aprendi desde pequena “tudo na vida custa, por isso, devemos cuidar bem”.

Eu acho que roupa entra perfeitamente nesse lema de vida e o complicado é aplicar isso na nossa vida. Vou analisar a minha linha do tempo e já vou avisando, eu nunca fui uma pessoa apegada a valores e nomes… mas tive a minha fase de adolescente fashion, tive sim. Ai entrou o outro aprendizado “nem sempre querer é poder” ou “canso, logo desisto”.

Explicarei o querer e poder: quando você não tem uma conta bancária, não adianta fazer birra, bater os pés e nem chorar como criança de um ano, quando seus pais falam não e não, é sempre não e acabou. Lembro que roupas de marcas era presentes de aniversário e tinha um valor x para poder comprar. Naquela época, Pakalolo era um luxo de dar dó… dó porque hoje eu vejo minhas fotos e falo “como eu consegui usar aquilo?!”.
Ah, o canso e logo desisto é pelo fato que não era não, não adiantava falar, chorar… porque vou bater em ponta de ferro de graça?

Outra coisa que reinou muito durante a minha vida era cuidar das minhas coisas (em geral) e que deviam durar anos. Apesar da minha fase moleca, eu tinha essa obrigação de cuidar ou ficava sem. Sei que tem brinquedos meus guardados até hoje a espera de um filho… coisas de mãe que ainda espera ser avó.

Agora com trinta anos, além de tudo que já aprendi na vida, aprendi coisas que nenhum blog de moda, beleza e etc não falam por aí!

Quando você for comprar algo, compre algo do bom e do melhor. Nem sempre o bom está embutido no valor ou em uma marca, e sim, na qualidade do produto, que vai durar um bom tempo e trazer resultados positivos para você.

Quer comprar uma calça?

Compre, gaste em produto bom, com bom corte, costura e tecido.
Mas não se engane achando que precisa ter 30 calças jeans no seu guarda-roupa porque é feio repetir roupas, sinceramente, feio é gastar dinheiro sem ter necessidade.

Além de abrir espaço físico para outras coisas, você ainda terá uma vida mais leve.

Leve, como assim???

Sim, o dinheiro vai sobrar na sua querida amada salve salve conta bancária. Sabe aquele sonho de ir viajar para o Caribe?
O dinheiro ficará guardado, esperando outras notinhas de reais para finalmente fazer aquela viagem dos sonhos ou realizar qualquer outra coisa na sua vida.

Também vejo muitas meninas comprando maquiagem a quilos por aí… para que?

Nem quando eu tinha que trabalhar maquiada (hoje eu posso trabalhar de pijama… oi?!), comprava tanta maquiagem como eu vejo por aí. Tudo bem, maquiagem demora para estragar, perder a validade e etc. Novamente, para que???

Se você não vai trabalhar como maquiadora profissional, selecione os itens que realmente usa e precisa. Coloca uma meta, acabou tal item, compre outro e terá quinze itens de maquiagem na necessaire.

Ah, eu já vi gente comprar dez caixas do mesmo produto de limpeza de pele para estoque (marcas diferentes ou não). Detalhe, todo mês compravam mais. Oi?!

Para não criar rugas de preocupação, eu sou a favor de consumismo consciente e quando falam que a mudança começa de dentro para fora, isso inclui os nossos gastos também.

“Mas Nana, eu sempre compro produtos corretos e etc para mim”

Mas se compra mais de um, não é consciente e sim, consumismo. Temos que começar dentro de casa as mudanças, procurar policiar e não viver de aparência. Precisamos comprar algo que seja útil para o dia a dia, mesmo com o medo do amanhã (nota mental: apesar do dinheiro sobrar na conta bancária com essa mudança de vida economica, nem precisaria ter medo do amanhã, não acham?).

Para terminar, quando você chega aos trinta anos percebe o que vale a pena é o que carrega dentro da cachola. Claro, se vestir bem, estar bem contigo é muito importante, mas o que adianta ter uma bela/cara embalagem por fora, se por dentro é uma pessoa oca para esse mundinho de Deus?

Ps.: outra coisa que ando aprendendo com a vida, quando você quer estar em evidência, mostrando que é puro luxo, que pode e é, mais margem você está abrindo para as pessoas opinarem sobre você, claro, falarem mal também. A natureza humana é estranha, não acham?

Esta entrada foi marcada por Nana.

8 Comentários para “Vocês não acham que o mundo anda sem valor?

  • Paula - Executiva de Panela no dia escreveu:

    Nana, falou e disse! Não usei Pakalolo porque em minha adolescência era gótica! rs isso mesmo! Gó-ti-ca. Ahhh e muito antes de aparecer o Eri Johnson naquela novela da Globo que não sei o nome pq não assistia novela. rs Mas li o post de ‘cabo a rabo’ e você está certíssima: comprar marcas boas de roupas, sapatos, acessórios e tudo o mais para durar muitos e muitos anos. Assim o din-din, em vez de substituir os itens ruins que duram pouco, pode se utilizado em viagens e extravagâncias que de vez em quando fazem bem para o humor. Grande beijo minha querida, da Paula

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  • Lena no dia escreveu:

    Muito bom post. Eu sou adepta de ter menos mas de boa qualidade. Por isso tenho coisas que duram muito tempo.
    Beijinhos grandes.

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    • Silvia no dia escreveu:

      Olá, Nana!!! Seu texto é ótimo e expressa muito bem o meu modo de pensar! Que bom saber que existe pessoas que pensam como eu! Consumo consciente, qualidade de vida, coisas simples, enfim…acho que não há necessidade de eu ficar aqui descrevendo que vc colocou de forma tão clara. Aliás, hj (antes de ler seu texto) revendo algumas fotos de alguns anos atrás, o meu marido comentou: “Acho que reconheço essa calça”. Pra mim, eu a uso de forma muito confortável (claro que apenas em casa). Mas para que vou dar embora se pra mim está satisfatoriamente confortável. Beijos…

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  • Silvia no dia escreveu:

    Só para complementar meu comentário imenso, eu tb tive Pakalolo…porque na época era o que há e todas as adolescentes queriam. Para eu ser igual, também queria…Ainda bem que os nossos pensamentos evoluem, amadurecem…

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  • Diana Alcantara no dia escreveu:

    Falou tudo! As pessoas andam sem parâmetros, confundindo ter com ser. E consomem desenfreadamente e desnecessariamente para tampar o buraco que têm dentro de si. Outras acham que tendo serão iguais a pessoas que as inspiram ou influenciam. Temos que tomar cuidado para não inverter valores e não nos enterrarmos em um mar de futilidades e inutilidades. Lembro da época Pakalolo, mas nunca tive, não dava. E engraçado, mesmo estudando em escola pública, quem usava tal marca era sempre mais “descolado” que os demais. Triste isso, pois desde cedo somos influenciados por tais valores errôneos e estereotipados. Sorte que o fato de eu não ter tido Pakalolo e suas cores horrendas não me deixou alienada ou endividada…

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    • Nana no dia escreveu:

      Diana,

      lembrei de algo, eu tive por esse fato: por causa dos outros. Do povo chamar a minha família de pobre, que eu era a estranha, a coitadinha e etc. Que adolescente quer ser levar com esses nomes?! hahaha
      Lembro quando eu consegui dobrar os meus pais e ganhar no dia do aniversário uma roupa de marca, tinha uma amiga que andava comigo, que realmente ela não tinha condições, tudo que falavam, ficou só para ela. Quando o pai dela conseguiu ter mais dinheiro, ai endoidou, só vivia de marca.

      Eu não sei se isso mudou ou vai mudar, mas pelo que eu vejo por aí… não sei não.

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  • bel no dia escreveu:

    Nana, Que delicia ler esse texto… vinha me perguntando se todos estavam esquecidos assim… as marcas sao prioridade e vc vale o que vc veste. muito legal vc resgatar e divulgar um pouco de “origem”. bjos

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