Papo de Menina

No Caminho

Todos sabem que eu respeito a religião de qualquer um, não importo se são as certas ou erradas, mas se tem pessoas que acreditam, eu tenho todo o direito de respeita-la. Quando você abre sua mente para conhecer cada uma, mesmo não praticando, não querendo aquilo para a sua vida, é algo encantador para entender como o mundo funciona.

Todas as palavras são verdadeiras, o que pode ser certo para você, pode ser errado para alguém, basta apenas você aceitar tais palavras ou não, o resto, só trate com respeito. Eu fui criada em igreja católica, vivi anos estudando em colégio Luterano, um tempo estive no espiritismo, tenho pessoas na minha vida que frequenta centro de religiões afro, trabalhei em empresa Mormon, tive amigas judias, muçulmanas, budistas, evangélicas e etc … eu tive uma educação muito ampla para conhecer cada pessoa e respeita-las. Para mim, o importante era entender a religião na vida de cada uma: a sua fé, o seu estilo de vida e o seu amor.

Quem me respeitava (na verdade não se importava em me converter) eu sempre mantive perto, as pessoas que aproximaram em mim sem respeitar as minhas decisões quando o assunto era religião, eu afastava-as. Não vim para cá para converter em algo, e sim, para viver e conhecer. Mantenha a mente aberta, para qualquer coisa, as vezes, isso pode mudar a sua vida e a percepção de ver o mundo.

Com essa pequena introdução, eu posso falar de algo que é bom para mim, não sei se é bom para o vizinho da esquerda ou da direita, isso não importa para ser realista. Mas quero falar para os meus leitores que mesmo não estando ao meu lado, vivendo o meu dia a dia, mas que me consideram como amiga: a felicidade não é tudo no mundo real.

O que é importante?

É você encontrar o equilibrio para que nada o deixe afetar e essa é a minha terapia dos trinta anos.

Eu encontrei esse equilibrio diante do Budismo tibetano, sinceramente, não vejo como religião e sim, uma ponte espiritual. Tenho Deus dentro de mim, eu sou seu templo, não preciso de algo físico para sentir a sua presença, ele simplesmente está comigo e fim. Mas sou humana e vivo tudo que esse mundo pode me oferecer.

Posso considerar que essa procura do equilibrio interno, é uma grande viagem para me conhecer, saber aonde vai os meus limites e me aceitar como humana. Até os vinte e nove anos, eu vivi e aceitei uma forma de viver capitalista “trabalhe, trabalhe, volte para casa, ligue a tv, veja os comerciais, as novelas, queira aquilo, trabalhe mais, junte o dinheiro e compre”, quando não conseguia comprar, que geralmente é tudo, eu me sentia uma perdedora. Mesmo tendo um teto, comida na geladeira e tudo para viver um dia a cada dia, eu não era uma pobre coitada passando fome ou sofrendo uma doença, mas eu me sentia uma perdedora.

Não preciso ir muito longe, quem tem poder de compra, olhamos como sendo superior a nós e ao mesmo tempo que essas pessoas não tem respeito ao próximo (claro não são todas), nós também, aceitamos a falta de respeitos dessas pessoas, fazendo a sua alma ser menor a cada dia, até não sobrar nada, apenas um corpo vazio se enchendo de tristeza.

Estudando, escutando o que cada monge tem a dizer, fazendo meditações, me afastando de todos para poder ficar sozinha comigo mesma e virando os meus “olhos” para o meu coração, eu consegui mudar todo esse sentimento que queria gritar no meu peito como perdedora. Não vou falar que não fico triste quando uma pessoa chega perto de mim e tenta me diminuir, ainda tem muita coisa para ser trabalhado, mas hoje em dia, eu não me importo, fico triste na hora e depois, eu trato isso como nada tivesse acontecido, já que estou aprendendo a separar a verdade do outro, levando apenas o que é bom para mim.

“Nana, mas Buda é um Deus?”

Nãoooo, Buda foi uma pessoa igual a mim ou a você, que decidiu abandonar tudo para encontrar o equilibrio da vida como ela realmente é. Ele teve pessoas que os seguiram, várias ficaram desapontada com a sua busca no começo, só que ele continuou mesmo assim e um dia, quando chegou ao ponto máximo da sabedoria espiritual, decidiu repartir tudo que aprendeu a outras pessoas. Ele acreditava nos Deuses da sua época e da sua sociedade, enfrentou os males da vida em forma de Deuses, como foi ensinado a ele a acreditar naquela religião.

Mas você não precisa acreditar em Deuses para compreender o budismo. Na verdade, isso é o que pouco importa para eles, por isso que eu vejo muitos falarem que o Budismo é uma “religião” sem Deus e muitos comparam com a ciência atual.

O que importa para eles, é você entender que a vida é um cenário, que algum momento você não estará mais no seu campo de conforto e que precisamos estar preparado para lidar com todos os tipos de emoções daquele momento, depois da jornada, aquele cenário que era tão destruidor, não existirá mais. Exatamente o que eu escrevi acima, basta você querer ou não levar contigo tudo aquilo que está acontecendo, parar e pensar que algo triste é uma porta para algo novo na vida e quando conseguimos trabalhar com isso, ficamos mais leve e podemos fazer o bem para o próximo.

Por esse motivo, eu coloquei o vídeo de um programa de televisão chamado “No Caminho” da Susanna Queiroz. Ela viaja o mundo para entender tudo que envolve a espiritualidade, além do respeito, muito que ela conhece nas suas viagens, acaba fazendo parte da vida dela.

Somos pessoas diferentes, criadas ou não na mesma sociedade, com costumes diferentes, mas somos iguais em muitas coisas, mesmo com tanta diferenças. Nisso tudo, podemos entender que a verdade da sua crença, é apenas a sua verdade e demais ninguém, mas abra a sua mente para poder entender o que o próximo também tem uma verdade e retire o que é de bom dessa verdade para você, o resto, leve apenas como conhecimento ou desconhecimento.

Ps.: Não vou aceitar comentários que afetam a mim ou a fé de outras pessoas, como falei, não quero converter ninguém e também não preciso ser convertida, a verdade pertence a cada indivíduo. Respeito a decisão de cada um, por isso, gostaria de respeito aqui também.

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