Um gato na minha vida… e a difícil adaptação de um gato em um lugar novo!

- Categoria: Pets Love!

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Calma, não adotei ou comprei um gato!
Esse é o Lito, ou Lido… não sei, nunca entendemos o nome do gato direito, vou explicar:

A minha vizinha é uruguaia, fofa e que cuida demais de mim e do cliente vip. Ela é a quem podemos chamar de família, enquanto estou morando longe da minha família.

Então sempre foi um problema entender o nome do gato dela, então, chamamos ele de gatinho.

Ele é um gato calmo, medroso… Mas não posso deixar de citar que é muito carinhoso, depois que ele pega confiança, gosta de um bom carinho!

A nossa vizinha precisou viajar para visitar seus parentes no Uruguai e ficamos com o gato durante 15 dias.

Lá foi a Naninha pesquisar como deixar o gato mais confortável aqui no novo cafofinho; Tudo que eu li, aconteceu por aqui.

A primeira coisa, ele foi direto para o nosso quarto e escolheu um canto bem escondido para ficar e ficou no quarto por uma semana. No que eu pesquisei, isso é normal. O gato sempre vai procurar um lugar para chamar de seu e ficar, durante dias ou semanas.

Para quem sabe ou não sabe, gato é um bicho terrorista territorialista, eles não gostam que invadam seu espaço e sofrem quando mudam para um local novo; Deixam até de comer… é triste, mas eu estava preparada para isso.

Como o nosso quarto foi escolhido como o seu novo território e a Aimê é daquelas cachorras crianças, que não vê maldade nenhuma e não sabe se defender ( até preferimos assim, cão bravo já chega dos outros), ela ia lá encher o saco do gato e levava uma patada. Calma, nada aconteceu com ela, até porque ele estava com as unhas bem cortadinhas, mas ele não queria uma cachorra cheirando e dando amor, principalmente naquele momento que ele não sabia aonde estava sua dona e sua casa.

Por esses motivos, deixávamos ele dentro do quarto com a porta encostada.

Graças a Deus, ele não deixou de comer e fazer suas necessidades na caixa de areia (que também ficavam dentro do quarto) e no terceiro dia, ele já tinha abandonado seu ponto de refúgio e estava explorando os novos cantos do quarto. A cada uma hora (igual a telesena), eu ia no quarto conferir como ele estava, brincar um pouco e dar carinho, nisso eu via ele dormindo na nossa cama ou tomando sol na janela.

Mas sair do quarto, só foi na segunda semana e claro, quando a Aimê não ficava curiosa (lembre-se, quando ela não ia atrás para cheirar o seu traseiro ou a sua carinha). Ele caminhava pela casa como fosse um território a ter armas, soldados e bombas por todo lugar, sempre com o corpo baixo e com aquele olhar de assustado.

Logo ele voltava correndo para o quarto quando sentia que teria perigo… apesar de suas reações serem claras que ele precisava de um psico, eu estava preparada (sim, novamente falo isso) e sabia que tudo aquilo era normal.

No segundo dia da segunda semana, ele já estava bem mais soltinho, subindo em cima das mesas, livros ou o que ele podia imaginar que era um lugar bacana de se ficar.

Sim, ele subiu até em cima do varal de roupa (aqueles de chão), achando que ali era um lugar bacana, até derrubar o varal e sair correndo a milhão para o seu lugar preferido no quarto.
Eu fiquei realmente feliz, quando ele começou a deixar a Aimê dar cheirinhos no focinho dele de bom dia. Nesse momento passou a curiosidade dela, já que realizou a sua missão: dar uma cheiradinha no bichano.

Na foto do instagram, vocês podem ver que os dois se tornaram amigos, um ao lado do outro, sem problemas ou brigas normais de cão e gato. Foi um belo presente de aniversário para mim.

Ah, teve um momento de puro terror para nós. Saímos para levar a Aimê para sua caminhada diária e quando voltamos, cadê o gato?

Olhamos e tudo estava fechado, será que ele entrou dentro da privada e deu descarga?

Chamamos, gritamos e estávamos quase chorando… quando eu decidi pegar a tigela de comida e fazer barulho.

Não é que o bonito saiu de trás da tela do computador do cliente vip, como se nada tivesse acontecido?!

A tela do computador fica de costas pra duas paredes, então é um cantinho que não dava para ver e tem um espaço bom pra gato esconder por ali. Nunca íamos imaginar que ele estaria por ali, nunca mesmo, essa me surpreendeu!

Quando o amor reinava e estávamos pensando em ter ou não um gato (ou outro cachorro), a vizinha chegou de viagem e pegou o seu filho felino.

Sentimos saudades?

Não, é só ir no apartamento ao lado e fazer carinho no nosso amigo.

Depois que ele voltou para sua casa, a Aimê voltou com sua missão de encher o saco do gato (agora na casa dele) e ele voltou a encontrar pontos de fugas para não receber as suas cheiradinhas.

É de dar pena, porque ela gosta tanto dele, que chega até chorar e ele, ignora… ignora, com aquele olhar “vai procurar a sua turma e me deixa em paz”, já que cheirada no focinho e no rabinho, é coisa de cachorro.

“E aí Naninha, vai ter um gato?”

Olha, com toda sinceridade?

Não é o tipo de animal para nós dois, conversamos muito sobre isso, ainda somos apaixonados pelas maluquices que só um cachorro pode proporcionar. Teria, até teria, mas ainda prefiro um cão. Eu já tive experiência de ter em casa um gato (quando solteira) e com essa, acho que um cão combina muito mais conosco do que um gato.

Mas não posso deixar de falar, nós dois amamos qualquer tipo de animais (tirando alguns óbvios, é claro).

Ps.: ficaram curiosos para saber qual era o seu canto de refugio? Embaixo da nossa cômoda. Pode isso Arnaldo?