Primeiro, isso não é um publieditorial, não é propaganda, paga quem quer e quem pode. Mas vamos falar da velha e boa geladeira e fogão retro:


Então, um dia passeando com o marido e a sogra (ei, eu tenho sogra e ela é linda tá) no shopping, reparo em uma loja essa geladeira e fogão. Já imaginaram cão namorando vitrine de frango assado?
Essa era eu com as geladeiras e o fogão, até os olhinhos pararem nos preços…. porque felicidade de pobre dura pouco?
Eu não lembro bem o preço, mas acredito que era seis mil a geladeira e quatro mil o fogão, quem pode pode, quem não pode se sacode. Ah, não me perguntem se realmente é boa, mas pelo preço, se não for, vai até a janela e dá um grito de pânico, por favor, já que não tem justificativa.
Bem, voltando ao assunto, meus olhos brilharam e se eu tivesse o dinheiro, tinha comprado… foi difícil o cliente vip me tirar da frente da vitrine.

Para dizer que eu não tenho nada retro da Brastemp (que nunca falou Hellouuuu para mim), eu tenho esse imã de geladeira ai de cima, que foi um “brinde” de um evento que eu fui (tinha um monte, ninguém por perto e evento… então eu posso pegar e ainda vou para céu? Bem, sim ou não, já foi).
Voltando mais ao tempo, a minha avó nunca foi uma pessoa vaidosa com a casa, para ela estava funcionando então estava bom. Ela gastava o seu dinheiro com a Barsa (lembram? Lembram? Lembram?) para cada neto homem (as mulheres ela ensinava tricô) do que móveis novos para casa, mas eu me importava?
Achava um luxo só os seus móveis antigos.
A geladeira dela era uma GE vermelha, lembro que eu fazia leite com chocolate e deixava lá para congelar, em um congelador minusculo, cheio de gelo. Quando o leite ficava durinho em cima, ia lá, quebrava o gelo da parte de cima e fingia que era sorvete de chocolate, a minha avó achava aquilo uma graça.
O seu fogão era vermelho e acredito que era Consul ou Brastemp (não sei se naquela época já era a mesma empresa) e sei que era igualzinho (não muito, a versão antiga tá) esta da foto. Esse eu não chegava perto, o medo de apanhar da minha mãe (os seus olhares eram de matar, fogão, forno e churrasqueira, never, fica longe, nem pense em tocar… claro, ela tinha um trauma, já que a sua irmã do meio teve queimaduras de não sei qual grau, porque a minha mãe quando pequena, acho que uns 5 anos, sem querer bateu no cabo da frigideira com óleo quente e voou tudo para o rosto da minha tia que tinha 3 anos).
Que fim deu a mobília da casa dela, só meu pai sabe e nem adianta eu perguntar, já que ela ficou muito velhinha (meu avô também) e precisou ser cuidada pelos filhos. Essa mudança toda, eu nem pensava em mobiliar uma casa, tinha uns quatorze anos e pensava em outras coisas do que uma casa, marido, filhos, cachorro, gato e papagaio. Mas se eu não fosse tão novinha, ia falar “manda tudo lá para casa!”.
Ah, falando nisso, minha mãe (na verdade meu pai) guarda duas taças que pertenceram a minha bisavó, que já falei, quando eu puder, passo a mão nelas. Quando eu for para a minha mãe, tiro uma foto e mostro para vocês. Por hoje chega, senão, vocês vão começar a sentir cheiro de naftalina por aqui hohoho.