Templo Budista em Três Coroas – RS

- Categoria: Diário de Viagem, Papo de Menina, Pets Love!

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Para quem vem visitar a Serra Gaúcha e alugou um carro (ou está com alguém com carro), não pode deixar de fora do seu roteiro o Templo Budista Khadro Ling que fica em Três Coroas. A cidade já é um ponto turístico bem fofo, sabe aquele lugar de interior para chamar de seu?

Ela é pequena, acolhedora e dá vontade de parar  na praça central para tomar um chimarrão. Mas a nossa missão não era a cidade e sim conhecer o que estava na montanha, o Templo Budista!

Depois de subirmos uma estrada de terra (ou pedra?!), chegamos no meio do nada com um portão bem simples, aonde tu precisa desligar o motor, informar quantas pessoas tem no carro e entrar. É proibido fumar e beber bedidas alcoólicas no lugar.

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Antes de ir, recomendo que pesquisem no google sobre a vida de Buda e do Budismo Tibetano. O monumento de Buda representa a sua história e trajetória de vida. Vocês vão olhar e achar lindo as imagens, ao mesmo tempo, vão encontrar muitas informações. Mas se ler sobre a vida dele, logo entenderá que cada imagem tem um significado e eu acho que é a forma mais bonita de contar uma história.

Na verdade, esse monumento (estátua) é a coisa mais linda que eu já vi na vida!

Nem preciso dizer que virou papel de parede no meu computador  ♥

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São vários templos, cada um com a sua importância e eu fiquei com muito desejo de fazer um retiro. Ainda sou crua no Budismo (apesar de seguir a 3 anos), não sou a pessoa ideal para explicar o significado de cada uma e etc. Mas só de tu estar lá, é algo mágico e já dá uma vontade enorme de “pedir licença”, cruzar as pernas e meditar.
Na foto acima a “Terra Pura de Padmasambhava” com a réplica da morada simbólica desse mestre que levou o budismo da India para o Tibete.

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Em todos os lugares, você encontrará bandeiras de orações.

Não são simples orações e sim, são mantras que são levados pelo vento, sendo compartilhados para qualquer pessoa, não importando a crença, etnia, necessidade ou classe social.

Isso que eu acho mais bonito, porque todos tem costume de orar para si ou para alguém próximo. Raramente pensamos em orar para um desconhecido, alguém que nunca vimos ou que nunca vamos encontrar.

Uma oração faz bem, independente quem vai recebê-la.

O blog tem dessas coisas, nunca sabemos quem está aqui lendo, então desejo que os ventos levem essas orações até a sua casa ou para as pessoas que nunca leram e nem vão entrar aqui no blog; Mesmo eu não sabendo quem são vocês ou o que fazem.

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A flor de lótus é a flor que eu mais gosto, sério, antes até de dar os primeiros passos no Budismo.

Segue uma pequena explicação:

“No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é pureza do corpo e da mente. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.

É simbolicamente associada à figura de Buda e aos seus ensinamentos e, por isso, são flores sagradas para os povos do oriente. Diz a lenda que quando o menino Buda deu os primeiros passos, em todos os lugares que pisou, flores de lótus desabrocharam.”

Muitos já escutaram o mantra “Om mani padme hum”, que em uma tradução não literal,  seria algo com da lama nasce a flor de lótus, mas o mais comum é Louvor para a Joia da Lotus.

Quando eu medito, sempre acompanho esse mantra que é algo que não se explica (só quem pratica, vai me entender), mas vocês podem conhecer o poder de cada palavra:

- Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.

 – Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.

- Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.

- Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.

- Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.

- Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

Ja o 14° Dalai Lama, Tenzin Gyatso fala sobre esse mantra:

Om simboliza o corpo impuro do praticante, a fala e a mente; Ele também simboliza o corpo puro exaltado, fala e mente de um Buda

Mani, que significa jóia, simboliza os fatores do método:. (A) intenção altruísta de se tornar iluminado, compaixão e amor.”

As duas sílabas, Pad Me, o que significa lótus, simbolizam a sabedoria.” “O caminho é indicado por essas quatro sílabas.”

A pureza deve ser conseguida por uma unidade indivisível de método e sabedoria, simbolizada pela sílaba Hum final, o que indica indivisibilidade

Assim, a seis sílabas, Om Mani Padme Hum, significa que, na dependência na prática de um caminho que é uma união indivisível de método e sabedoria, você pode transformar seu corpo impuro, fala e mente, para o puro exaltado corpo, fala e mente de um Buda.

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E para finalizar, cachorros são bem-vindos :)

Eles não podem entrar dentro dos principais templos, mas podem te acompanhar até um certo ponto para você conhecer o templo por dentro.

Se você está a toa e quer levar seu amigo ou filho cão, pode.

Vale dizer que todos os animais são bem-vindos e precisam ser respeitados, é normal você encontrar vários pássaros, formigas (por favor, não pisem nas formigas) e insetos; Também vi um lagarto grande, se escondendo nas pedras, mais ninguém do grupo viu, além da Aimê; Sabe, me senti especial, porque ele estava no seu local e decidiu mostrar a carinha para mim e a minha filha canina.

Outro aviso: todos os seres vivos merecem respeito (menos as baratas, na minha opinião ok?!… oi?! Que Budista eu sou hahahaha quem sabe, um dia eu posso amá-las. Ok, parei, papo de louco), por isso, você encontrará vários avisos pedindo para não pisar nas formigas.

Mesmo você não seguindo os ensinamentos de Buda, você poderá conhecer o lugar, é aberto para o público em geral.

Você pode se apaixonar pelo lugar, pela paisagem, pelas imagens, pela arquitetura ou por tudo, porque o lugar é lindo e já vale a viagem.

Outra informação é que a entrada é gratuita, você só vai gastar mesmo com a gasolina para chegar até o local.

Para maiores informações, entrem no site Chagdud Gonpa Khadro Ling. Vocês podem conferir os dias e horários de visita, conhecer mais sobre o Budismo, podem ver quais serão os próximos retiros e aulas sobre o budismo.