Papo de Menina

Comer, Amar, Rezar

Confesso que eu sempre achei que nunca teria tempo para as coisas simples da vida, como ler um livro (apesar de devorar um quando começo a ler) ou assistir um filme na paz sem pegar no sono logo em seguida.
A Vero me emprestou o livro dela (já que a versão que tenho aqui é digital e confesso novamente, não é tão bacana ler um livro digital, o livro de papel é melhor) e ainda ficou um bom tempo em algum canto desta casa esperando ser lido.
Um dia, eu decidi ler, quando andava de trem e sabia que a viagem ia demorar uma hora para ir e uma hora para voltar (tempo perdido? Depende somente de você).
Sei que no blog antigo eu cheguei a falar desse livro duas vezes quando estava lendo sobre a separação e a ida da autora para Itália. Também falei da questão abordada em outro livro “O Segredo”, que é só acreditar no universo que você terá tudo nessa vida (que para mim é uma grande bobagem). Claro que eu me emocionei com o abaixo assinado para Deus, escrito e assinados nos pensamentos da autora, aonde ela colhia o amor de todos que conviviam e a conheciam.
Lembro também, no outro blog, em fazer o meu abaixo assinado e os meus leitores assinarem (agradeço com o mesmo carinho/amor que recebi de cada um de vocês naquele dia). Porém, ao terminar o livro, percebi o tanto que eu cresci.
Muitas vezes, quando eu escrevia no blog sobre mudança, destino ou vida, algumas leitoras me perguntavam “Eu tenho medo” e confesso que também tenho, apesar de achar que tem dias que eu me visto como uma guerreira e outras sou uma criança assustada no meio de uma guerra.
Não tem como fugir quando o mundo faz o seu único papel na vida: girar, mudar as estações e transformar o dia em um abraço caloroso e a noite em um beijo frio. Qual é a nossa função nessa vida?
Assistir o espetáculo do mundo e dos outros atores, como os animais e plantas, seguirem o seu instinto ligado ao mundo e manter esse espetáculo, para que todo dia e toda noite, ele consiga se apresentar para nós seres humanos.
Aprendi (principalmente na parte da Índia), que nós, almas, ganhamos como presente um corpo, um corpo que não existe o feio e o bonito, um corpo que pode estar faltando algo, mas para aquela alma, é completo.
Deus vive dentro de nós (não importa a religião) e buscamos esse Deus, que achamos que vive escondido em algum lugar, menos dentro de nós. Devemos aceitar e que a nossa alma tem uma personalidade, que ela tem desejos diferentes de todas as outras almas, que a nossa alma tem um mundo que é chamado Deus.
Devemos aprender a ser egoísta na forma de Deus, primeiro nós amar (amar Deus e, por favor, não entenda isso como cada um sendo um Deus, porque Deus vive em tudo que ele criou), descobrir ele dentro de nós, pensarmos na felicidade (isso é que todo mundo procura, não é?) mesmo que o seu caminho seja longo e dolorido, que muitas vezes precisamos abandonar coisas que conquistamos no meio do caminho (nada desse mundo é nosso e sim, esse corpo, nossa alma e os nossos pensamentos), mas tudo é possível, a felicidade está nas coisas mais simples da vida e lembre-se, sorria com o seu fígado, quando você conseguir, encontrará a paz e ali dentro de você estará Deus te amando.
Também, algo importante, quando sorrimos encontramos a paz e essa paz radia para as outras almas que também encontrará a paz e se sentirão bem (como fosse um remédio… acredito que sim…).
Mesmo que a culpa esteja contigo, sendo levada por uma ação necessária e machucou outra alma (orgulho?), imagine o perdão, que essa pessoa um dia compreenderá que foram necessários os seus atos (principalmente como crescimento espiritual) e te perdoará.
Como já escutei e li, esse livro foi essencial para a vida de muitas pessoas e não nego que foi para mim. É muito intenso tudo que senti lendo cada página e encontrei a paz na Índia com a Liz – escritora. Em Bali eu recordei a importância de sorrir (um dia eu sorri e já chorei muito, mas essa postagem já está longa e um dia eu conto a trajetória da minha crise, que criou esse blog).
Por favor, essa postagem não tem a ver com nenhuma religião (para mim ela é importante na vida de todas as pessoas) e sim a forma que encontramos Deus, já que uma casa é apenas uma casa, agora encontrar Deus no local que você escolheu é uma religião (não é fantástico isso?).
Bem estou de férias, terminarei os meus projetos pendentes (o meu segundo emprego) e visitarei alguns blogs, colocarei a minha casa e vida em ordem e quem sabe, planejar uma viagem.
Hoje eu não desejo, e sim, transmito o amor que descobri dentro de mim para cada pessoa que leu essa postagem e gostem de mim.
Ahh, um presente só depende de você aceitar na sua vida, sendo ruim ou bom. Se não é bom (ou não faz diferença nenhuma para você) então se retire da mesma forma que chegou, agora se for bom, agradeço as suas palavras, o seu carinho, o seu pensamento e a paz que você conseguiu retirar nesse texto como um belo presente na minha vida.

“Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta.”
Carl Jung, psiquiatra

10 Comentários

  • Fernandabordando,pintandoeaprendendo

    OI Nana….
    Eu gosto de pensar que Deus mora no meu coração,gosto de ter fé e conseguir acreditar em algo maior e superior a tudo que possamos ver….gosto de ser otimista ,e de ter a capacidade de superar momentos ruins e voltar a ter esperança….
    amei suas linhas hoje,e me fez pensar que a vida realmente é uma dádiva de Deus…
    Bjinhos….

  • Gina

    Nana,
    Esse post me fez lembrar que preciso assistir ao filme…
    As opiniões aqui em casa são divididas sobre ele (o filme). A filha não gostou e o marido nem quis ver…
    Não tenho dúvida de que a espiritualidade é algo interno e a conexão com Deus na prática, na ação, é que mostra o verdadeiro objetivo da religião, nem sempre seguido, mas a cada um cabe sua trajetória.
    Convivo bem com pessoas dos mais diferentes credos, porque tento ver o que elas têm de bom.
    Acho bom que o livro tenha exercido um momento de reflexão pra você. Nós precisamos todos de momentos assim.
    Ó, a mãe coruja aqui já divulgou o show do filho.
    Bom final de semana!

  • Carine

    Esse livro também mexeu muito comigo. Costumo dizer que possuo uma fé independente de prédios, paredes e concreto. Minha religião é Deus e os ensinamentos que Ele nos transmitiu através de Seu Filho. Procuro ser uma pessoa melhor a cada dia.
    Seu post é ótimo, me identifiquei de cara, pois concordo com o que vc escreveu. Nem todas as pessoas que convivem comigo compreendem essa minha forma de pensar, muito semelhante à sua. Me senti bem lendo. Me senti entendida e acolhida.
    Bjo. Muita paz e muita luz.

  • Eulalia

    Nana,eu não assisti o filme, vi somente uma reposrtagem da autora na Veja, confesso que fiquei louca pra ler/ver, mas ainda estava lendo “A Cabana”, que por sinal ainda não terminei(acho que estou um pouco sem coragem de ver o fim), mas vou ler!!!Se vc tem a versão digital, manda pra mim…
    Beijinhos
    http://www.papodemeninas.com

  • Sissym

    Eu não li o livro nem assisti o filme, estou curiosa. Alguns livros que li e depois foram parar na tela de cinema foi uma experiencia muito interessante, especialmente pq, apesar de alguns filmes serem otimos, ainda não superaram o teor de seus livros.

    beijos

  • Flávia Mergulhão

    Lindo Nana!
    Importante mesmo é a gente olhar para dentro! E o fim de ano é bom para isso:pensarmos e repensarmos atitudes, conquistas, derrotas e planejar um outro ano melhor!
    Bjocas de coração para vc!!

  • Hestia

    Oi Nana ;)
    Estive meio sumidinha e já estou vendo que deixer de ver várias coisas bacanas. Eu não li o livro nem assisti o filme. Estou contando os dias pra passar na sky já que aqui onde moro não te cinema ;( E o livro eu tenho que comprar urgente ;P
    Eu adoro quando vc escreve posts assim, gosto dos seus textos. Vou esperar aqui vc falar da crise que a fez criar o blog ok? Beijos e fica com Deus.

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