Arquivo da categoria: Ushuaia – Argentina

Diário de Viagem: Brincando de Casinha? (última postagem sobre a viagem)

Chegamos à última postagem Diário de Viagem do blog, como é ruim cortar laços de uma viagem que nos fez bem, mostrou que eu e o Cliente Vip, além dos trancos e barrancos, vivendo na montanha russa da vida, personalidades tão parecidas e ao mesmo tempo, tão diferentes, nos damos super bem. Sinceramente, nem parece que passaram nove anos, é sério!
Lá se foi a nossa comemoração, com gostinho de saudade, com aquela sensação que vamos voltar e se voltarmos, não sairemos mais da cidade (um, dois, três: virando argentinos!).

A cidade é pequena, mas a sua natureza é grande, qualquer parte do ano, você poderá curtir a cidade e sempre com o gostinho “deixamos para trás algo ou de alguma coisa a fazer”.

A última postagem quero mostrar as casas por lá, uma mais fofa que a outra. Algumas feitas de latão (ou alumínio, sei lá) para proteger do frio e do vento e por dentro é madeira ou alvenaria. Outras são mansões fabulosas, que você para na frente e fica imaginando quem mora no humilde lar.

Claro, tem as casas de madeira, fabulosas, charmosas que faz você se imaginar tomando um chá ou chocolate quente enquanto a neve cai.

O mais fofo, é esse pequeno detalhe que achamos em cima de uma casa, é uma baleia cata vento e um ratinho de metal, juro, quero para mim.

Agora é vida real, muito trabalho para fazer e receitas para postar. Cheguei em casa louca para cozinhar e foi o que eu fiz, nada light (vou retornar com a dieta, mas por favor, deixa eu curtir a saudade da cidade mais linda que eu já vi comendo comfort food), mas eu sei que vocês vão gostar. Então, até amanhã com uma receita aqui no blog, ok?! :)

Diário de Viagem: Gastronomia em Ushuaia

A Gastronomia de Ushuaia se divide em três partes: Mar: com seus peixes, mariscos e frutos do mar. Terra: com suas carnes. Cozinha Internacional: com suas comidas italianas, japonesas entre outras. A internacional deixamos para lá, não era o nosso foco, apesar de termos comido uma pizza antes de embarcar e a massa é mais grossa que daqui, sim, mais grossa (se aqui já tem massa grossa, imaginem!), costume na Argentina.
Sinceramente, me decepcionei com a baixa qualidade dos restaurantes, a culpa pode ser de São Paulo com sua alta gastronomia ou pelo fato de eu saber cozinhar, mas em muitos restaurantes a comida era fria, com pouco tempero ou sal. O Cliente Vip fala: “é a cultura daqui, você que dá o tempero final da comida, não é igual a São Paulo que tudo já vem temperado e pronto”, enfim, não curti mas não fiz dessa viagem uma viagem gastronômica.

Decidimos experimentar nos primeiros dias a Centolla, uma espécie do Caranguejo Rei, enorme, parecido com o caranguejo do Alasca. Fomos ao restaurante Tia Elvira, um daqueles que tinhamos lido bons comentários, o ambiente é pequeno e gostoso, mas a comida parecia ter sido preparada antes e congelada ou usavam produtos prontos. O suco tivemos certeza que era industrializado porque a nossa companheira de viagem perguntou para a garçonete. A Centolla até que não estava ruim, mas o  creme de parmesão era enjoativo e estava ralo. Foi a nossa primeira experiência e não foi muito bem vinda por mim.
Outro lugar que comemos a Centolla foi no Maria Lola Restó, o ambiente é lindo, os valores super bacana, fomos atendidos pelo dono do local e a comida, a melhor de todas que comemos pela cidade. Pedimos uma entrada que vinha vários frutos do mar, típicos da região e a Centolla, super recomendado. Quem quiser comer uma Centolla de qualidade em Ushuaia vai gastar entre 100 e 150 Pesos em um prato para uma pessoa.

Depois trocamos os restaurantes clássicos pelos “tenedor libre”, ou no bom português: “coma o que quiser e pague um valor x”. O primeiro a ser visitado foi o famoso Arco Iris! Para quem não espera um lugar lindo, serviço de mesa, pintura bonitinha, nenhuma mesa com problemas do tipo bamba ou torta, apenas liga para a comida, até que vale a pena. Comida boa, mas o que me surpreendeu mesmo foi a comida chinesa e o churrasco, muito bem feitos. A única coisa que os garçons fazem no restaurante é anotar o seu pedido de bebidas, colocam na mesa (você mesma serve no copo) e trocam os pratos, quando for se servir novamente no buffet. O Churrasqueiro era uma pessoa com camiseta comum e cheio de tatuagens, mas lembre-se, quem vê cara, não vê coração. Um calor infernal naquele pequeno espaço, ele era super simpático e até pediu para retornar outro dia (não retornamos por falta de tempo). O valor foi 90 Pesos por pessoa.

Outro tenedor libre que provamos foi o La Estancia, o lugar é super bonito, mas achamos dois brasileiros perdidos, o resto das pessoas eram famílias francesas, italianas, alemãs, resumindo, os europeus. O buffet de salada era o melhor, muitas opções e claro, tempero a parte. A comida pronta estava fria, a Paella sem graça, carne é melhor pegar com o “homem do churrasco”, deixe do buffet de lado. O Churrasco foi o melhor que comemos, um churrasqueiro super bacana, usando jaqueta de chefe e também super atencioso.  Pedimos um pedaço pequeno de carne e de cordeiro e sempre era um pedação de carne (imagina o grande?). Resumindo, fiquem com o buffet de salada e com o churrasco, que você comerá como um rei. O valor foi 120 Pesos por pessoa.

Nesse dia experimentamos a cerveja Patagonia, foi o nosso amor de cerveja nessa viagem! Claro, a Quilmes continua sendo a nossa queridinha, já que podemos encontrar ela por aqui. Sobre a Beagle, não achei muita graça e não experimentamos outras que são feitas e vendidas na região. Mas um amigo do Cliente Vip que ganhou uma Cape Horn nossa, provou e gostou. O preço médio da cerveja por lá é de 15 Pesos (garrafas pequenas) e 40 Pesos (garrafas grandes). Não tomamos os vinhos, achamos caro o valor nos restaurantes (70 Pesos a garrafinha de 350ml) e deixamos para experimentar um dia, quem sabe, em outra viagem para Argentina.

Também jantamos no Café-Bar Banana, um combinado por 70 Pesos. Vinha uma sopa sabor “sopa de saquinho”, um bife frito, uma salada de tomate e alface e uma porção super pequena de batata frita. O atendimento foi até que bom, apesar do Cliente Vip não ter sido atendido por ter sentado à mesa 10 minutos depois de nós, o restaurante é bem bonitinho. Bem, como dizem por aqui, o restaurante mais barato, você quer o que? Dá para matar a fome.

Todos os restaurantes você não precisa pagar uma taxa de serviço ou gorjeta (propina), paga para quem você quiser e o valor que você quiser. Também, se não quiser pagar, não pague… mas é bom agradecer por um bom serviço de mesa e sempre agradecer o churrasqueiro (eles merecem, vivem no “Inferno de Dante”!!).

Para sobremesa, coloquem na lista os sorvetes artesanais! São os melhores que já experimentei e enormes, mesmo estando um frio do carvalho, custam em média 20 Pesos.

Ah supermercado, meu shopping favorito! Claro que essa brasileira maluca precisava conhecer os supermercados de Ushuaia :)

Fiquei apaixonada pela qualidade e valores, sai muito mais barato você comprar várias coisas para um lanchinho e comer na pousada, em média gastamos no supermercado 80 Pesos e durava três dias. O salame é o melhor que eu já comi na minha vida, as batatas fritas nem se fale. No fim do mundo tem Carrefour, mas nem chegamos perto, usamos a rede La Anónima para comprar as nossas besteirinhas e trazer para casa doce de leite, balinhas e etc.

Enfim, a minha segunda e última reclamação dos brasileiros fora do Brasil: quando você entrar em um restaurante ou qualquer outro lugar e ver pessoas falando alto, querendo aparecer ou gritando “vem aqui fulano”, fazendo com que o resto do mundo olhe para aquela mesa ou grupo de pessoas, sim, são brasileiros.
Ah, sem esquecer do Aeroporto de Ezeiza, na ida, onde várias pessoas fazem malabarismo para colocar sua bagagem no check-in e uma bunda grande ( brasileira sem noção ) está no meio do caminho ocupando o check-in ao lado, atrapalhando a pesagem e passagem de malas ou uma pré-adolescente mimada, e seus pais ignorando o resto das pessoas na fila, decide sentar-se na balança, certeza que são brasileiros.
Sim, eu tive que pedir licença para um grupo de brasileiros que estavam fazendo isso no aeroporto, claro, cara feia foi feita, mas sou brasileira também e sei mandar sair de perto (sem fazer escândalo, por favor!
Se fosse o Cliente Vip, ia resolver tudo da forma menos gentil, aproveitando que ele estava com uma mala de 1,70m(com todo equipamento de snowboard dele), porém a paciência dele fez com que espere e veja o que o grupo de brasileiros iria fazer.)

Diário de Viagem: Praça Malvinas

Olá pessoal, nessa postagem vou falar um pouco das Ilhas Malvinas, não, não fomos até lá ( infelizmente, fica pra uma próxima ), mas tivemos a oportunidade de conhecer a Plaza Islas Malvinas, em Ushuaia, onde estão lembranças, fotos, monumento e homenagens a estes, que na minha opinião e dos argentinos também, são reconhecidos como os “Heróis das Malvinas”.

A Guerra das Malvinas, aconteceu a cerca de 30 anos atrás (completos em abril deste ano) e contribuiu para a queda da ditadura militar argentina em 1983. Enfim, o assunto ainda é algo sensível para se falar na Argentina, principalmente em Ushuaia, onde foi o principal porto e base durante o conflito. Em diversas fotos na praça e textos sobre a guerra, é possível perceber que o interesse da Argentina nas Ilhas Malvinas não é semelhante ao do Reino Unido, talvez por isso os britânicos não sejam tão bem vindos em Ushuaia.

De qualquer forma ao chegar na praça sente-se o clima triste, pensando agora, lembro que durante minha caminhada e fotos, não pronunciei uma só palavra, apenas li, aprendi mais sobre a história e consequentemente, respeito mais ainda os “caídos”, homens que bravamente lutaram e mesmo em desvantagem militar, concluíram feitos incríveis, de extrema inteligência frente aos navios britânicos.

Na praça pode-se apreciar, além das fotos e diversas placas em homenagem, o Monumento “Abrazo Emotivo”, com o nome de todos aqueles que lutaram nas Malvinas e pereceram, juntamente com uma chama eternamente acesa, com os dizeres referentes ao Trigésimo aniversário da Guerra das Malvinas ( 2 de Abril de 1982), mas o que me emocionou mesmo, foram textos, em duas placas carregados de sentimento. Infelizmente os britânicos venceram, mas a Argentina até hoje busca soberania das Ilhas, com meu apoio !
Como vi em diversas faixas por lá : Las Malvinas Són e Serán siempre Argentinas !

(*Postagem escrita pelo Cliente Vip)

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

 

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Diário de Viagem: A loja mais fofa de artesanato {Tricô e Crochê}

Essa loja fica ao lado da Casa de Chá (já postei aqui) e fiquei apaixonada. Não, não esperem encontrar na cidade uma loja assim e com produtos de qualidade, olha que andamos bastante para comprar um gorro para mim e tudo que encontrávamos me deixava triste. Ou eu sou uma eterna adoradora das peças antigas de frio ou vai me entender… não precisa de muito: sou chata.

Lá você encontra de tudo, até lã para fazer seu próprio casaquinho (por sinal, tinha uns casaquinhos prontos maravilhosos e outros não, mas gosto cada um tem o seu). O que eu fiquei realmente apaixonada foi a decoração da loja e quase falei “Marido, me deixe aqui, vou morar nessa casinha e viver como a minha avó vivia” ou “por favor, por favor meu cartão de crédito”.

“Mas você comprou algo?”

Ah sim, comprei o meu gorro de lã tão sonhado que eu estava procurando. Melhor de tudo, quem achou foi o meu marido. Oi?!
É, foi o meu marido, durante esses nove anos juntos ou ele já me conhece muito bem ou foi pura sorte, pura sorte…
Cof cof, está mais fácil dele me conhecer, mas não contem para ninguém, para o Cliente Vip não ficar alegrinho, por que eu continuo chata para roupas, sapatos e etc (Oi Amor, você por aqui?). O valor eu não lembro, acho que foi 80 pesos argentinos, porém, algumas peças eram mais salgadas no valor, provavelmente as peças mais vendidas e outras peças com preços justos, exemplo as blusas de lã.

Ahhhh o cartão de crédito sobreviveu nessa viagem, o bom marido fez eu entrar no eixo em cada loucura consumista feminina e voltamos com ele zerado (Como pode?! Milagres? Pergunte para o Cliente Vip).

Não achei o site da Cousilu Tejidos Del Martial, mas achei o facebook e segue o link.

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Diário de Viagem: Passeio no Canal Beagle

Esse é um passeio que todos que vão a Ushuaia devem fazer, mesmo com o balanço do mar, um vai e vem que deixa tonta… mas não se preocupe, nem sempre acontece no trajeto, só em alguns momentos, principalmente quando o barco está parado :)
No porto, tem várias agências que fazem esses passeios, cada um seguindo rotas semelhantes mas oferecendo algo diferente. Não sei como é os outros passeios, mas escolhemos um passeio que poderíamos andar em uma Ilha chamada Bridges, para aquecer no meio do caminho (foi o local e passeio que eu mais senti frio em Ushuaia), eles servem café ou chá acompanhado com pedaços de bolos e biscoitos.
Ah, olha que fofo, o vendedor desse passeio usa o traje dos antigos presidiários e ainda por cima, tira fotos com os turistas hehehe

A primeira parada é no Farol, aonde estava impossível tirar fotos (e juntou o medo de cair no mar também), foram fotos acompanhadas por cabeças humanas. O Farol tem sua beleza? Tem sim, mas não é tão emocionante como ver os animais livres, soltos e modelos para tantos flashes!!!
Ah, preparem os narizes, os Lobos Marinhos fedem que é uma beleza, uma mistura de peixe estragado com cheiro de bucho sendo preparado. Mas eles não estão nem aí… não mesmo.

A pequena Ilha Bridges, é a coisa mais linda nesse passeio, com uma pequena trilha (se não tomar cuidado, você pode cair nas pedras), o local que alguns índios Yámanas viviam, é um lugar histórico para a cidade e todo respeito, é o mínimo que os visitantes tem que ter no local. O que é da ilha, fica na ilha (lembre-se sempre disso).

O retorno, um final de tarde maravilhoso e com panorâmica para a cidade. Essa última foto é o presídio de Ushuaia que não faz a cidade ficar feia de jeito nenhum :)
O valor pago foi 250 pesos e mais a taxa do Porto que foi 7 pesos. O mais legal, que o mundo parecia concentrado naquele barquinho. Na nossa mesa sentaram um casal de italianos, quase puxei conversa, mas a vergonha reina no mundo dessa blogueira hehehe

Diário de Viagem: Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Antes de embarcar para a minha primeira viagem internacional, fizemos uma pesquisa enorme sobre Ushuaia, o que poderíamos fazer e o que estava fora da nossa planilha, e algumas pessoas falaram bem do passeio de trem e outras apenas citaram “dormi o passeio inteiro”. Não dormi, mas realmente é um passeio calmo (até demais), para você admirar a paisagem do local e conhecer um pouco da história de Ushuaia.

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Fiquei apaixonada pela estação, é linda! Tomamos um café com Baileys com uma montanha gigante fazendo o cenário perfeito, mas a bebida não foi grande coisas para mim, já que o gosto do café estava super forte e não deu para sentir o gostinho do Baileys, porém, a bebida esquenta até a ponta do dedão do pé. Depois compramos os bilhetes para a classe turista sem direito a um lanchinho, mas quem se importa? Logo logo andaríamos no trem mais austral do mundo.

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

O bom que a maioria dos passeios em Ushuaia, tem uma parte que é em português: um cartão falando sobre o que você está visitando, guias e até gravação contando a história. Não pense que você ficará perdido no castelhano, mesmo na rua, dá para se virar. As pessoas da estação, super simpáticas, perguntam de onde você é e te tratam com bastante carinho. Dentro do vagão, tem um guia que fala o que pode e o que não pode fazer, depois entra uma gravação contando a história do lugar. Aqui é aonde os presos saiam para tirar as toras de madeira e construir os presídios (teve vários) e quem tentava fugir, morria com o frio. A única reclamação que eu tenho, que o som da gravação era baixo, escutávamos mais o barulho do trem, depois das pessoas e finalmente, conseguíamos acompanhar a história do lugar.

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

Passeio no Trem do Fim do Mundo

A viagem é exatamente assim, com lindas paisagens, montanhas maravilhosas e um rio brigando para não ser congelado. A falta de árvores é por causa da sua história que citei a cima, eles chamam esses campos de cemitérios da árvores… onde você só vê tocos e árvores secas, cavalos pastando como o mundo fosse bom Sebastião.

Sinceramente,  o mundo é bom sim, agora as pessoas… aqui começa a minha primeira reclamação!

Eu e o Cliente Vip respeitamos as regras sempre, porém, algumas pessoas não. Pediram para não pisar na linha do trem e adivinha?
Algumas pessoas pisando na linha do trem para tirar foto com a locomotiva e a guia louca pedindo para sair.
Pediram para não jogar lixo pela janela (até porque não tem necessidade, depois o trem é limpo) e vimos garrafas de plástico jogadas pela paisagem e o maquinista retirando elas na volta.
Existem placas enormes e em diversas linguas falando, não ultrapasse ou não sentar em alguns lugares. Nas paradas o que vimos? Gente sentando ou ultrapassando a barreira para tirar fotos.
Sabe que nos deixou mais triste?
Eram brasileiros, quando abriam a boca, você reconhecia de onde eram.

Enfim, a viagem de trem termina no Parque Nacional da Terra do Fogo, onde você pode percorrer e conhecer o local ou voltar com o trem. Como fomos no trem da tarde e o parque estava puro gelo (neve derretendo, muito gelo no caminho e frio demais) decidimos voltar com o trem e passar o final da tarde e noite no centro da cidade.
Quem gosta de caminhadas, vale a pena ir no verão e conhecer a beleza que o Parque Nacional reserva para vocês, só que no verão a entrada é paga. Quem quiser arriscar no inverno e conhecer o parque, indicamos o passeio 4×4. Não, não fizemos esse passeio, era muito caro e mesmo assim, aproveitamos a cidade ao máximo durante esse 7 dias de viagem.

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Diário de Viagem: Presídio de Ushuaia (Museu do Presídio, Marítimo e obra de Artes)

Para quem procura conhecer a história do local, vale a pena visitar o Museu do Presídio e o Marítimo. Os dois ficam juntos e o passe para entrar custa 90 pesos. Você passa por uma cortina antiga e começa com o museu Marítimo, contando um pouco sobre os primeiros navios que estiveram por lá, sobre os índios Yámanas, os naufrágios e Piratas (sim, no fim do Mundo teve Piratas sim!).

Para povoar a Terra do Fogo, o governo decidiu montar um presídio aonde seria impossível uma fuga (quem tentasse fugir, morreria de frio nas florestas ou no mar), eram transferidos presos por crimes graves, como Cayetano Santos Godino, o Petiso Orejudo, que cometeu diversos crimes em Buenos Aires, responsável pela morte de quatro crianças, sete tentativas de assassinatos e incêndio de sete edificações. Os presos políticos também foram transferidos para o presídio de Ushuaia, o mais famoso foi o escritor Ricardo Rojas, que escreveu dentro da prisão a obra Archipiélago. Existe uma área que é aberta para os visitantes onde mostra como era o presídio antigamente: cinza, frio (muito frio, parecía que estávamos na rua), quebrado, pichado e quase sem luz natural. Para ajudar, tinha dois gatos, um cinza e um preto para dar um ar de terror no lugar com seus miados saindo das celas… Medo? Um pouco, só faltou aparecer um fantasma.

O Museu foi todo reformado, além dos presos e a história marítima, você encontrará peças expostas das primeiras expedições para Antártida, instrumentos médicos, como eram os cemitérios, as casas,  a fauna local, peças de artes … enfim, é muita informação. Reserve uma manhã e deixe o que sobrou do dia para fazer compras para os parentes e amigos. Sim, foi isso que fizemos e foi um dia super gostoso.

Diário de Viagem: Casa de Chá no Glaciar Martial

Por causa da falta da neve (não se enganem pelas fotos, neve depois de um tempo e friagem, vira gelo) o Glaciar Martial estava fechado para esquiar por causa da sua pista puro gelo, ficando somente aberto uma pequena pista para iniciante. Só que não nos impediu de conhecer as lojas fofas que tem por lá e hoje eu vou falar da casa de chá La Cabanã (site). Claro, até chegar a porta do estabelecimento, tivemos que patinar muito e com direito a ensaios de tombos dignos para ser filmados por causa do gelo.

É uma casa de chá com lojinha, estilo européia e super casa da vovó (as netinhas piram e o cartão de crédito também). Tem vários tipos de bebidas quentes, doces, lanches e sopas para quem vai ao final da tarde jantar. A loja contém tudo que você pode imaginar, quadros, produtos para cupcake, aventais, chás de tudo que é sabor, canecas, chaleiras e etc.

Da lojinha eu comprei forminhas para cupcake (custou 30 pesos) e duas latas pequenas de chá preto com frutas vermelhas da floresta da Patagônia (custou 60 pesos cada um, claro, o outro foi para presente). Por mim, eu levava tudo, mas o cliente vip fazia caras e bocas, para segurar a onda e não gastar por vaidade. Mas sabe, eu gostaria de saber o valor da casa de chá e comprar, queria tê-la só para mim… oi? Loucura do gelo.

Chegamos super cedo e com a barriguinha cheia por causa do café da manhã da pousada, escolhemos tomar um submarino (custou 25 pesos cada um). Se for pagar uma bebida quente, fujam dos chocolates quentes e comprem essa bebida, é a melhor e eu fiquei apaixonada. É feita de leite quente e um chocolate um pouco amargo em forma de submarino. Você joga dentro do leite e mexe, mexe, mexe até ficar flocado, adoça e fica admirando cada cantinho tomando essa bebida rica. Olha, é um super copão de leite, nada de miséria. Eu queria colocar aqui todas as fotos do lugar, tirei várias, sério! Mas também não quero encher o blog de fotos, cada post da viagem já tem 12 fotos… uia… é muita coisa. Vou colocar as fotos depois (quando eu tiver tempo) na Fan Page do Blog no Facebook, ok?!